Nº 26 – 2015 | Moda

Comprar de pequenos empreendedores é também uma forma de consumo sustentável [Foto: Gabriela Passy/Repórter Unesp]

[Foto: Gabriela Passy/Repórter Unesp]

Mais do que uma importante forma de expressão pessoal e de personalidade individual, a moda é uma construção coletiva que segue a lógica cultural e política da sociedade. Desde o desenho da peça, passando pelo processo de produção, até cada roupa chegar ao público, há muita coisa que costumamos desconhecer ou desprezar.

A moda, ainda que pretenda, pela sua diversidade, atender ao mais diverso público, às vezes causa desconforto e exclusão a determinados tipos sociais. A fabricação de roupas com a numeração até o 44 ou 46 pelas grandes marcas, por exemplo, impede que muitas pessoas se expressem através da moda. Ou mesmo a escassez de vestimentas que atendam a pessoas com deficiências físicas.

Frente a isso, vários projetos atendem às pessoas fora do padrão estético ou ideológico atendido pelas lojas tradicionais. Dentre essas iniciativas, há os projetos e concursos de Moda Inclusiva, a moda plus size, que vem ganhando espaço no comércio de moda brasileiro, e até mesmo o Manifesto Compro de Quem Faz, de produção e consumo artesanal.

A produção e comercialização independente de roupas é importante por dialogar diretamente com as consumidoras e os consumidores, além de garantir um processo de fabricação que não viole os direitos humanos dos trabalhadores, problemática grave e comum em grandes indústrias da moda. Outra alternativa que visa o consumo sustentável de vestimentas, e menos pesado ao bolso, são os brechós, popularizados pela moda vintage. A rotina desgastante e, ao mesmo tempo, gratificante de costureiras, como Dona Eurides, também propicia peças exclusivas e estilizadas especialmente para seus e suas clientes.

As possibilidades são diversas e, dessa forma, “ficar na moda” torna-se uma tarefa mais fácil de se resolver. Com o intuito de aconselhar e dar dicas sobre roupas e combinações, os blogs de moda se tornam cada vez mais populares e influentes no vestuário das mulheres. Porém, moda não é só estética, é essencial compreender também sua relevância cultural e política, para não se apropriar da história e expressão de determinado grupo social.

NESTA EDIÇÃO:

Uma Moda para todos 

Vai ter gorda na moda, sim!

A moda é ser blogueira 

No divã de Dona Eurides 

Minha avó tinha 

Tendência ou apropriação cultural 

Fora da Moda dos Direitos Humanos 

Compro de Quem Faz: Uma alternativa à moda padrão 

 

Boa leitura!

Camila Pasin – editora-chefe
camilacpasin@gmail.com

Mariana Caires – editora-adjunta
marianacaires1@gmail.com

 

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