Nº 09 – 2014 | Educação Pública

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(Foto: Felipe Altarugio)

De emancipadora do indivíduo, a Educação passou a adaptar o sujeito a um padrão de sociedade. Em um país que se caracterizou desde sua época de colônia pelo abismo social existente, que manteve a escravidão em tempos que se discutia os ideais de liberdade na Europa, a Educação surge como alternativa, nos dias de hoje, para se aproximar as classes sociais.

história da Educação no Brasil dá sinais da dívida herdada desde o século XVIII, quando se “educava” os índios a partir dos ideais jesuítas, com o intuito de aplicá-los a um modelo de sociedade cristã e que precisava de mão-de-obra.

O conceito de apostila vem, portanto, desde os primórdios da Educação. O conhecimento, ao contrário do que o pensamento filosófico da Grécia Antiga, se tornou uma manobra de aplicação do indivíduo na sociedade elitista.

Nos dias de hoje, a Educação ainda se mantém como coercitiva e como uma fôrma de sujeitos que desempenharão papeis em um padrão burguês. Isso se reflete nas estruturas físicas das escolas, nas heranças da Ditadura Militar, na rigidez por parte dos educadores e pela falta de atratividade do ensino.

Alternativas não faltam. Escolas públicas e particulares que adotam métodos de ensino diferentes mostram que a transmissão do conhecimento e a formação do indivíduo podem ser mais efetivas nesses novos métodos. Na década de 60, Paulo Freire já desenvolvia um método inovador no Brasil, sendo apoiado por João Gourlart em suas Reformas de Base que estavam previstas. O Golpe em 64, no entanto, tirou essa oportunidade.

Ao longo da 9ª edição do Repórter Unesp, convidamos você, leitor, a um debate sobre a atual discussão da Educação Pública no Brasil (que cresceu com a nova proposta de Plano Nacional de Educação, que deveria ter sido feito há três anos). Uma visão de Educação deturpada é o que se aplica hoje na maioria das escolas. O debate proposto sobre Educação Pública vai muito além de uma suposta qualidade e de aprovações no vestibular – outro método questionável –, passando, sim, pela formação de indivíduos pensantes, capazes de se impor sobre a manipulação de massas que muito se vê no jogo político atualmente.

Gabriel de Castro – Editor-chefe

gabriel.dch@gmail.com

Nesta edição:

Atrasado, novo PNE levanta discussões sobre educaçãopor Felipe Altarugio

Entenda as polêmicas relacionadas ao novo PNEpor Felipe Altarugio

Imbróglios não podem diminuir importância do Plano Nacional de Educaçãopor Felipe Altarugio

História e educação pública no Brasil, por Breno Paganini

Mudanças no ensino no Brasil: do público ao privadopor Rodrigo Trovarelli

Educação pública e vocêpor Rodrigo Trovarelli

Educação sem resultadospor Rodrigo Trovarelli

O papel da apostila no sistema de ensino brasileiropor João Vitor Reis

A influência do espaço físico na educaçãopor João Vitor Reis

Sistema S e sua atuação na formação profissionalpor João Vitor Reis

A alternativa ao lugar-comumpor Vanessa Souza

Inovações pedagógicas: Método Waldorf de ensino, por Vanessa Souza

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